Por Marília Camillo – Professora de História do Colégio Ser!

Uma década dedicada aos povos de ascendência africana

  • Reconhecimento
  • Justiça
  • Desenvolvimento

Desde o século XVI, nos primórdios do tráfico de africanos escravizados, o Brasil foi causador da maior diáspora africana. Mais da metade da população brasileira, cerca de 51,5%, é afrodescendente. Os milhões de africanos sequestrados e trazidos para a América, principalmente para o Brasil, consolidaram a economia e a sociedade colonial de forma terrivelmente dolorosa. Os negros, como afirmava Darci Ribeiro, “[eram] a massa substancial da força de trabalho a construir o Brasil”. Todavia, especificamente no aspecto cultural, a nação brasileira ainda desconhece a importância da cultura e da história da África na formação da nossa identidade cultural. A matriz africana, relembrando, novamente, Ribeiro em O povo brasileiro, é uma das matrizes étnicas responsáveis pela formação deste povo que habita a antiga Terra Brasilis. Essa compreensão relativista intercultural, por meio da educação, para a disseminação de conhecimentos, visando à transformação de ideias reducionistas, racistas e segregacionistas, é o objetivo maior do Projeto Mamma África.

A data de 25 de maio é a comemoração anual do Dia da África, realizada em vários países do continente africano, bem como em todo o mundo, referendando a fundação da Organização de Unidade Africana (OUA) no ano de 1963, hoje conhecida como União Africana. Neste dia, os líderes de 30 dos 32 Estados africanos independentes assinaram uma carta de fundação, em Addis Abeba, na Etiópia. Marcando os 132 anos da abolição da escravidão no Brasil, com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 e, em comemoração ao Dia da África e à Década Internacional dos Afrodescendentes 2015/2024, (resolução 68/237), proclamada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU, citando a necessidade de reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade.

Por: Ana Luiza Charanzek – 1EM

Tal como foi proclamada pela Assembleia Geral da ONU, o tema para a Década Internacional de Afrodescendentes é “reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. Propusemos o Ateliê Interdisciplinar Virtual Mamma África, aos alunos dos 8.s anos do Colégio Ser! Sorocaba e 1º e 2º anos do Ensino Médio, no sentido de despertarmos no corpo discente do Colégio e, na comunidade escolar, como um todo, o interesse nas informações e conhecimentos relacionados ao continente africano.

Manuel Diogo – Coordenador da Rede do Programa de Escolas Associadas da UNESCO (Rede PEA – UNESCO), residente em Luanda, capital de Angola.

O Ateliê Interdisciplinar Virtual Mamma África consistirá numa semana de publicação de trabalhos realizados pelos alunos dos 8.ºs anos do Ensino Fundamental II e 1.ºs e 2.ºs anos do Ensino Médio, nos componentes curriculares Artes, História, Música e Português. Somando valor a esse trabalho, há a participação do Coordenador da Rede do Programa de Escolas Associadas da UNESCO (Rede PEA – UNESCO), Sr. Manuel Diogo, residente em Luanda, capital de Angola.