Por: Manuella Caciagli Frasson – 9o.ano

          Em uma noite muito fria, eu, Daniela Rigoni, detetive corajosa e dedicada, juntamente com meu colega de trabalho Tom Marino, jovem muito atento e corajoso, recebemos um envelope com várias fotos e uma carta avisando que havia acontecido um assassinato na estação de trem Porte de Charenton. Olhando aquele envelope, mas sem muitas informações, decidimos   ir até o local para entender melhor aquele crime. Chegando no local os passageiros não sabiam de nada, só uma mulher chamada Carmen Santos, disse-nos que estava no mesmo vagão de Laetitia, local onde o crime aconteceu e pediu à vítima para abrir a janela e como ela não respondera, tocou no ombro da moça e assim percebeu que havia uma faca cravada em sua garganta.

          Sabíamos que esse caso não seria fácil, não havia muitas pistas, mas investigando melhor achamos uma faca escondida por entre os bancos, deveria ser a mesma faca vista por Carmen, pois era da marca Laguiole como a moça descrevera, e  encontramos também um lenço vermelho, que por sinal era  da mesma marca. Achamos muito estranho e por isso prosseguimos com a investigação.

          No dia seguinte, recebi um e-mail anônimo me convidando para um encontro em uma avenida chamada Ricardo Gonzaga, número 21. Fui ao local e encontrei um homem que dizia saber o que tinha acontecido com a jovem Laetitia. Ele me disse que era o atual marido dela e, que um dia antes do ocorrido, ela tinha recebido uma mensagem ameaçadora de seu ex-marido.

Suspeitei das informações e fui encontrar com Tom, meu ajudante, contando-lhe tudo o que aquele homem tinha dito, ele também suspeitou e perguntou se eu tinha visto nele algo com o nome Laguiole, enquanto estávamos conversando. De imediato lembrei-me que sim, reparei no relógio do suposto marido de Laetitia, que por sinal era dessa mesma marca, ou seja, a mesma da faca usada no crime e mais, ele usava no pescoço um lenço vermelho igualzinho ao usado pela vítima inclusive com as iniciais da marca.

          Ligando os pontos pesquisei e descobri que ele era o dono daquela marca, e que   estava desaparecido,  era  procurado pela polícia  por tentativa de um assassinato ocorrido em 1835, ou seja, um pouco mais de um ano antes de Laetitia morrer. Pensei muito sobre tudo aquilo e estranhei aquele homem me chamar justo para falar do assassinato da esposa. Achei que ele queria ganhar tempo, então foi aí que acionei a polícia e entreguei todas as provas e pistas que eu tinha.

          Dias depois ele foi encontrado e preso.

          Aquele homem, na verdade, era o ex-marido da jovem, dono da empresa da faca cravada no pescoço de Laetitia, que estava sumido, sendo o mesmo que mandou aquela mensagem ameaçadora. Ele estava sendo procurado pela polícia e perseguia a jovem desde o início de 1836 por ciúmes, naquela noite ela estava fugindo dele.