Por: Murilo Ferreira – 8o.ano

Certo dia, Charles Armstrong, tataraneto de Neil Armstrong, estava comendo em uma lanchonete quando recebeu uma notícia. Ele iria participar do teste de lançamento de um novo foguete.
Mas ele não sabia o porquê escolheram ele, já que não estudou Astronomia.
Quando chegou ao Cabo Canaveral, lhe apresentaram o projeto PET, uma nave feita de plástico PET, elétrica e sem pilotos, que vai à Lua.
Charles ficou em dúvida: Como a nave não tinha pilotos?
O comandante (que ficaria em Terra), explicou que controlariam a nave em Terra, e que mandariam um animal à expedição e uma pessoa para guiá-lo.
Charles e o animal escolhido participariam no dia seguinte.
Quando amanheceu, Charles notou que a nave não era de PET, mas de ferro. Ele perguntou por que isso aconteceu, e o comandante explicou que a ideia de um foguete “garrafa” era simplesmente sem sentido, e quem criou essa ideia era um globalista que sofreu overdose de sorvete. Claro que foi rejeitado.
Depois que tudo foi esclarecido, Charles foi à nave e teve um grande susto: o animal escolhido era um peixe-boi.

Com tantos animais no planeta, tinham mesmo que escolher um peixe-boi pequeno (30kg)?
Charles se acomodou na nave e recebeu as instruções para a viagem:
— Nós precisamos que você apenas guie ele até a Lua. Para tirar o peixe-boi do módulo, você terá que carregá-lo para fora.
— Eu tenho uma dúvida! – disse Charles.
— Fale rápido. A nave decola em um minuto e meio!!!
— Por que vocês escolheram um peixe-boi?
— É metafórico. Os animais estavam acostumados a nadar na água. Agora eles poderão voar!
— Vocês deveriam escolher um peixe dourado!
— Eles são heterotérmicos! A nossa primeira opção era um pinguim, mas tínhamos medo dele saltar na lua e entrar em órbita.
Trinta segundos para decolagem….
— Vou sair agora!!- disse o instrutor.
— 10…9…8…7…- a contagem regressiva começou.
Charles, antes de entrar na nave, tinha pego um baralho de cartas e um tabuleiro de xadrez.
A nave decolou! Quando ela saiu de órbita, o primeiro módulo se soltou.
O foguete estabilizou e tanto o peixe-boi quanto Charles soltaram os cintos.
Armstrong (o codinome de Charles) estava se sentindo sozinho e, por falta de opção, começou a conversar com o peixe-boi.
­­­­— Você precisa de um nome. Não me sinto à vontade conversando com um anônimo. Vou te chamar de Guillermo Del Toro.
Do nada, ouviu-se uma risada no microfone. Era o comandante, que disse:
— Incrível. Você relacionou peixe-boi com Toro.
— Melhor que navegar com um animal sem nome.
— Ele tem nome. É Gary!
Depois de uma longa crise de risadas, o comandante disse a Armstrong e Gary que eles estavam chagando à lua.

Armstrong sentou e colocou Gary na cadeira.
Quando chegaram à Lua, Charles colocou a “coleira” de Gary e começou a andar com ele na lua.
— Quanto tempo eu vou ter que arrastá-lo?
— Só mais alguns minutos. Depois vamos editar o vídeo e fazer parecer empolgante.
Charles ficou andando mais 20 minutos, e confirmaram a volta à Terra.
Eles se prepararam e voltaram. A viagem não foi turbulenta e aterrissagem na água menos ainda.
Charles ganhou uma medalha e voltou para casa.
                                                                              Epílogo
Na edição do vídeo, retiraram Charles da filmagem, ele não foi lembrado disso depois.