Por: Karina M. Majima   – 1EM

O conceito de que nossa vida é algo pela qual somos os únicos responsáveis por sua prosperidade ou desmoronamento é, muito provavelmente, vista apenas como um bordão dito em filmes clichês. Pois, em dias ruins – aqueles em que a futilidade insulta todos os seus bons esforços, como se o universo estivesse rindo de sua existência penosa,sua incapacidade de agir lhe confere a predisposição de ansiar, esperançosamente, que o amanhã seja melhor.

Realmente, culpados sejam tais infelizes situações externas que assombram sua vida.

Não estou dizendo que as mazelas humanas que acometem sua vida são risíveis, nem que sua dedicação de viver confortável consigo mesmo são insignificantes comparada ao que poderia muito bem realizar para pôr um fim à miséria que tanto posterga por algum motivo desconhecido. Pois pode, afinal, não haver uma solução dentre seu alcance para o problema. E o melhor que poderia fazer é conciliar-se com esse mal. Nessa vida, não há muitas coisas que estão sob nosso controle.

Se não há uma saída imediata, por que lamentar-se? Sente-se, tome um chá; festeje à meia-noite e incomode os vizinhos; o ato de conformar-se com sua vida será um consolo. ‘Dias melhores’ são os que nos proveem de uma serenidade em meio à tempestade. Talvez, até mesmo uma vazia esperança que lhe guie. As adversidades que contrapõem sua vida não devem lhe enredar num frenesi ambulante. Acreditar piamente no futuro, esperando, sem que nada seja feito ou posto, é apenas um alívio momentâneo.