Por: Isabelle Carvalho – 2EM

Utilizando as palavras do professor e filósofo, Luis Felipe Pondé, em recente palestra dirigida aos alunos do Colégio Ser!, “a ansiedade é um afeto que toma conta de nós quando fracassamos no controle das variáveis a nossa volta”. Segundo análises, a ansiedade é inata ao ser humano, mas passa a ser uma patologia quando prejudica seu modo de vida, reservando a ele transtornos físicos e psicológicos.
Tendo em vista as causas para com essa problemática, temos o aumento da
demanda de eficácia sobre os jovens, que são educados para o mercado de
trabalho, preparados para uma cadeia produtiva e uma consequente cadeia de consumo. A sociedade contribui para a fetichização desses, como aqueles que devem trazer mudanças e melhorias a partir de escolhas corretas. Assim, a vida adulta perde o seu valor de potência e liberdade, sob a visão dos adolescentes, e ganha um sentimento de insegurança, devido as suas responsabilidades. O jovem passa a ser objetivizado, já que deve se “vender” para ser aceito, em meio a uma vida acelerada e vazia.
Em suma, a cobrança e posição de expectativas sobre as novas gerações por
parte da mídia, das instituições de ensino e dos pais, fazem com que os jovens se tornem ricos em muitos quesitos, mas pobres no mais importante deles, o espírito.
As relações sociais ficam rasas, sem aprofundamento, fragmentadas pelas
inseguranças que qualquer tipo de responsabilidade pode causar. Além disso, estágios mais graves da ansiedade provocam patologias físicas e mentais, que contradizem com um modo de vida saudável.
Dessa maneira, é evidente a necessidade de medidas para sanar esse cenário de enfermidade, a partir da quebra de preconceitos e reconhecimento a respeito da doença. O apoio da família e do instituto de ensino durante o tratamento é essencial. A busca por melhores condições de vida, através de exercícios físicos, envolvimento social e lazer, por exemplo, deve acontecer.

Muito já se sabe sobre a ansiedade e seus efeitos, mas, sob um novo olhar, devemos nos apartar dela e vê-la como algo anormal, que nos afeta, assim como diz George Bernard Shaw, “a
ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito”. Se você luta contra ela, busque ajuda. Se você está perante um lutador, ajude.