No dia de hoje vou contar a vocês a história de Mari, uma menina “normal”, como todas as outras… ia à escola, fazia lições, estudava, viajava…
Mas em um certo dia, no final de semana, ela pediu para ir a uma biblioteca, para escolher um livro para ler, já que como lição de casa tinha que fazer resumo de algum exemplar de sua escolha.
Chegando lá, como a garota amava ler, foi direto à seção “mais culta”, onde havia livros maiores, com mais páginas, os que lhe interessavam. Quando a menina entrou, na hora que ela o abriu um “buraco” surgiu, no mesmo instante e ela foi “sugada” e levada para outro mundo.
Dentro do livro tudo era possível… todos podiam voar, nadar sem prender a respiração… tudo era tão incrível!
Mari ficou muito preocupada, mas ao mesmo tempo não queria sair de lá, havia amado o lugar.
Tomada por sua curiosidade, resolveu correr por todos os lados a procura de uma aventura. Até de um urso faminto teve de fugir, correu e correu tanto, que acabou adormecendo aos pés de uma árvore.
Ao despertar, percebeu que estava sendo observada por um homem de fisionomia tranquila, por isso não se assustou, o homem sabia que ela não pertencia àquele lugar e então se dispôs a ajudá-la a retornar ao seu “mundo”.
Depois de ouvir a história de Mari, o rapaz lhe ofereceu abrigo e a tranquilizou, dizendo que possivelmente conhecia o caminho de volta.
Ao amanhecer, os dois saíram em busca do portal, tiveram que enfrentar o urso faminto, percorreram montanhas, planícies até encontrar uma floresta. De lá vinham barulhos estranhos, assustadores, pareciam que todos os animais rugiam ao mesmo tempo.
Mesmo com medo de entrar, ela sabia que era o único jeito de voltar para o seu “mundo”, então seguiu em frente… Depois de horas caminhando, encontraram uma cachoeira.
Diante dela, o bom homem lhe disse que deveria entrar e atravessar a primeira queda d’água e, se ele estivesse certo, ela estaria de volta à biblioteca.
Assim, a corajosa menina atravessou o portal e enfim estava de volta ao seu “mundo”, onde não havia passado nem um segundo.
Por não saber se aquilo tinha ocorrido de verdade, ela resolveu manter segredo.

Por: Maria Dias – 7o.Primavera