Por: Maria Clara Dias – 9o.ano

A obra O Quinze, considerada uma das principais marcas do regionalismo modernista, foi escrita por Rachel de Queiroz, a qual foi escritora brasileira e primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras.

O livro retrata, de forma verdadeira e sem exageros, uma das piores secas já vivenciadas no Ceará, em 1915, e que tornou milhares de trabalhadores em retirantes, os quais viviam em busca de sobrevivência. Ainda, o livro traz três distintas realidades que, no decorrer da narrativa, se unem, mostrando as dificuldades e impactos diferentes na vida das personagens.

          No primeiro núcleo, temos como protagonista uma mulher independente: a Conceição. Ela não se encaixava no modelo patriarcal da época e desejava uma vida sem melodrama, o que gerava um enorme desconforto em sua avó. Segundo ela, as mulheres serviam para suprir as necessidades dos homens.

          Já no segundo, conta sobre a tensa e perigosa viagem de Chico e sua família em busca de sobrevivência, e, no último, mas não menos importante, relata a vida de Vicente, que decide permanecer na fazenda com a tentativa de salvar o gado.

          Esse romance, assim como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, faz o leitor refletir sobre a vida e valorizar a importância das oportunidades que as pessoas têm, além de questões chocantes relacionadas à seca; portanto, o livro é um ótimo exemplar para ser apreciado.