Por: Vitória Eloá Vieira de Paula – 9o.ano

O ano é 3265 e nosso lar já não é o mesmo há muito tempo. Nas ruas, não se veem mais pessoas, apenas robôs e quando olhamos para o céu, lá estão elas, em seus carros voadores. O mundo agora é constituído à base de tecnologia, sem ela não teríamos nada do que se pode observar. Meu nome é João Fried, faço parte da organização Antirrobôs. Como o próprio nome já diz, não confiamos nessas máquinas invadindo nossas vidas.

Nossa organização teve início há alguns meses, quando eu e meus amigos caminhávamos tranquilos pelas ruas de Londres e vimos um robô atirar no promotor de justiça num beco totalmente escondido. Ficamos indignados, pois de acordo com o conceito das três leis da robótica, de Isaac Asimov, não é permitido que uma máquina, um robô machuque qualquer humano e aquele ato jamais seria permitido.

Saímos correndo o máximo que podíamos tentando não sermos pegos. Informamos o  ocorrido  para as pessoas que mais confiávamos e demos início a nossa organização, até agora, secreta. Não podíamos sair por aí dizendo o que tínhamos visto, já que ninguém iria acreditar em um bando de jovens pobres afirmando um assassinato por um robô. Portanto, os noticiários afirmavam a morte do promotor como sendo parada respiratória.

Decidimos investigar por conta própria o caso e acabamos por descobrir um crime de Estado chocante. O atual Ministro do STF havia encomendado a morte do parceiro político por ele ter descoberto infinitas fraudes do colega.

Ao soltarmos a bomba, só conseguimos vaias e cassação. Muitos dos nossos foram mortos pela polícia durante protestos. Esses acontecimentos só comprovam que mesmo o tempo tendo passado, os costumes permanecem os mesmos. Políticos que roubam nunca são julgados, conseguem manipular uma sociedade por inteiro e mudar o conceito das três leis da robótica (que não estava propício a ninguém).

Não vamos deixar de lutar mesmo sabendo que essa batalha será perdida, lutaremos pelos nossos amigos e pelas vidas futuras.