Por: Pedro Matielli Júlio Dias8o.ano

            Marcos estava cansado, era uma vida monótona, vivendo na grande São Paulo, trabalhando em uma empresa de grande porte, mas ele era quase insignificante naquele lugar enorme. Ele era um homem de baixa estatura, mas isso não era documento de forma alguma, ele era razoavelmente forte, mas o que o destacava era a mente. Infelizmente ele estava desperdiçando isso, e ele sabia. Ele era constantemente oprimido pelo mundo, mas ele não se renderia, o que ele planejava fazer era sair de casa e enfrentar o mundo, cara a cara com a Terra. Enquanto isso, ele se encontrava deitado em sua cama pensando:

            “Eu não tenho dinheiro, para onde eu poderia ir? Precisa ser um lugar temeroso, onde eu possa enfrentar ELA. Talvez… Patagônia? Eu acho que eu poderia. Eu posso. Muito bem, à Terra do Fogo!”

            E assim ele havia decidido, ele sairia de casa na manhã seguinte. Ele se levantou imediatamente e começou a arrumar as malas, de forma quase sonâmbula.

            Ele pegou o ônibus das 5h e, sem demora, pegou seu celular e começou a pesquisar possíveis rotas até que achou a rota que ele queria. Após alguns dias de viagem de ônibus ele chegou em Buenos Aires, após passar pelo Uruguai, e lá ele pegou um barco de pesca, pois ele não havia achado nenhum barco convencional.

            Ele ficou por alguns dias naquele barco, ele comeu com os pescadores, desenterrou seu espanhol, que havia estudado nos tempos de escola e dormiu nas redes com os seus companheiros de viagem.

            Eventualmente ele chegou à Patagônia, e lá ele foi atrás de um lugar para dormir, e achou um, era um hotel chamado Punta del Mundo (Fim do Mundo), e lá ele conversou com o dono e conseguiu um acordo, em que ele poderia dormir lá somente por sete dias, pagando em reais para o dono. Na Patagônia ele começou a explorar as atrações da natureza, e ele até gostou do que viu, em contrapartida ao mundo cinza da sua cidade.

            Ele ficou alguns dias naquele lugar, mas não conseguiu se conter, ele agora era um andarilho, um mochileiro. Ele foi à Patagônia chilena, e continuou subindo, pelas plantações de oliveiras no Chile, conheceu os Andes e não parou por aí, viajou toda a América do Sul, e eventualmente, ficou sem dinheiro, ainda assim ele continuou viajando e trabalhando nos respectivos lugares que ele viajava.

            Mas um dia, ele se cansou de tanto andar e começou  a voltar para sua casa e, ao retornar não encontrou o que ele tinha deixado no dia de sua partida e sim um lugar menos cinza, menos triste, onde haviam prédios, sem graça, havia arte nas paredes deles, onde se encontravam as antigas indústrias via-se muitas árvores atrás, por isso ele havia recuperado a fé naquele lugar miserável, mas aquele lugar não tinha mudado, ele tinha. Ele percebeu que a tristeza era dele, ele agora estava pronto para voltar ao mundo como ele conhecido, e chegou à conclusão que o trabalho dele poderia ser outra coisa agora, ele tinha experiência, conhecia culturas e línguas, então ele cursou faculdade de ciências políticas e se tornou diplomata, agora ele fazia o que amava, agora ele era feliz.