O romance é escrito por Jorge Amado, em meio ao duro governo de Getúlio Vargas, o chamado Estado Novo. Ele foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.

A história retrata a vida dura de meninos que vivem nas ruas de Salvador, Bahia, que necessitam roubar para sobreviver. Porém, em meio a tanta violência, o texto mostra a união desses meninos, que se tornam uma grande família e sempre estão dispostos a ajudar uns aos outros.
O título do livro – Capitães da Areia – remete ao nome do grupo desses meninos, que é formado por mais de 50 crianças, que vivem no trapiche, na praia.

No decorrer do romance, alguns personagens vão ganhando destaques, ao ponto de suas histórias serem contadas em capítulos específicos, como por exemplo o Pedro Bala, que é o líder. O Professor, como era o único que sabia ler, lia o jornal e contava histórias para os meninos. Sem-Pernas tem a história mais complexa (seu apelido é dado por causa de uma deficiência física). João Grande que, apesar de sua forma física robusta, é dócil e gentil. O Gato tem sua sexualidade aflorada. Volta–Seca representa a cultura do sertão e Pirulito é o religioso do grupo e sonha em ser padre.  
A obra tenta conscientizar o leitor sobre os males de uma sociedade com lógica capitalista, que vira as costas para os menos afortunados. Isso fica explícito quando, em partes do livro, mostra-se como as próprias autoridades abusam do poder e tratam de forma grotesca os meninos, estando explícito neste trecho: “já não vê os soldados que o surraram, o homem de colete que ria”, quando Sem–Pernas descreve a discriminação que sofreu por parte das autoridades.
A leitura desse livro nos faz termos uma percepção de uma realidade com a qual não convivemos e que, às vezes, julgamos sem compreendê-la.

Por: Ana Caroline Romagnoli