Por: Anna Travassos Hirata Campadelli – 9o.ano

O livro A Revolução dos Bichos ou Animal Farm, no original em inglês, foi lançado pela primeira vez em agosto de 1945 e escrito por George Orwell, que, na verdade, é um pseudônimo; seu nome real era Eric Arthur Blair. Ele foi um escritor e político socialista, que via este livro como uma sátira da política stalinista.

          A história representa as fraquezas humanas em forma de fábula, a qual se inicia com a vida dos animais sob o poder dos humanos, fato que trazia infelicidade para eles, principalmente a Napoleão e Bola-de-Neve, porcos que são alusões a Stalin e a Trotsky, respectivamente.

          Os dois porcos dão início a revolução, mas, no decorrer da história, Napoleão é seduzido pelo poder e afasta Bola-de-Neve. Os outros animais também têm suas relevâncias nesse conflito, como os cachorros que viraram a guarda de Napoleão, e o burro que mostrou sua sabedoria diante da confusão, como o Benjamin.

          O novo governo, liderado por Napoleão, acaba virando tão corrupto quanto ao dos humanos. Em certo momento, a fazenda é isolada do mundo exterior, fazendo um paralelo com algumas sociedades da atualidade, como a Rússia, que considerou a ideia de se desconectar da internet global, em 2019.

          A leitura flui muito bem, apesar de ser uma obra escrita há muito tempo, fato que me surpreendeu positivamente. Concluiria que, mesmo que alguns públicos não tenham o hábito de ler fábulas, todos teriam facilidade de lê-la. Além disso, é uma leitura importante que traz impacto no conhecimento e visão política de qualquer pessoa que consiga entender o livro, o qual, inclusive, tem muitos paralelos com a nossa realidade.