Por: Mariana do Nascimento Oliveira – 9o.ano

O clássico A Metamorfose escrito por Franz Kafka é uma das mais importantes obras de toda a literatura. O conto nos coloca diante de Gregor Samsa, um caixeiro viajante, que em uma manhã acorda metamorfoseado em um inseto monstruoso. A partir daí toda a narrativa trará os desenrolares desse impacto em sua vida e na vida de sua família, composta pelos pais e sua irmã. A história é narrada no humor que é trágico, grotesco e cruel, na condição humana, ignorando a alma do ser em sua dignidade.
Na história de Gregor, dá para perceber uma característica que impera desde os primeiros parágrafos, uma narrativa típica das obras do autor: a narrativa do absurdo em meio à quase total indiferença e normalidade do dia a dia, hoje denominada “Kafkiana”.
Não há interesse em compreender o porquê da transformação ter acontecido, nem há um grande desespero de Gregor por sua situação, ele mais se preocupa com seu emprego e sua família do que consigo mesmo.
No entanto, não é simplesmente a metamorfose ocorrida com Gregor, ela se refere muito mais a passada por seus familiares, como a dinâmica familiar alterada e também suas formas de pensar e sentir ao longo do conto. “ Sem dúvida, não eram mais as conversas animadas dos velhos tempos, nas quais Gregor sempre pensava com alguma nostalgia quando, nos pequenos quartos de hotel, tinha de se atirar cansado à cama úmida. Agora as coisas só aconteciam na maioria das vezes com muita quietude.”
De modo geral, a leitura de A Metamorfose seja rápida ou curta tem muito conteúdo. A cada página, há um detalhe a ser analisado, há um novo incômodo ou encantamento que se observa por entre as palavras. Sem dúvida alguma, uma obra a ser recomendada.