Por: Bianca Del Grossi Idargo – 9o.ano                                     

            Nós estávamos sentados na sala de estar, quando ouvimos a notícia na televisão: “A empresa ‘TEC FUTURE'” anuncia, finalmente, o primeiro robô artificial. De acordo com a empresa o robô será utilizado para trabalhar em estabelecimentos e facilitar o trabalho do comércio e dos funcionários“. Ao ouvir aquilo minha irmã, Marie, levanta do sofá e diz:

Mãe, podemos ter um também?

            Minha mãe enquanto lavava a louça, respondeu com firmeza:

– Não, Marie, além disso os robôs só serão utilizados por empresas e comércios.

            Duas semanas depois da notícia, os jornais só falavam disso e todos os comércios da cidade estavam usando robôs para realizarem pequenos trabalhos, eu até fui atendido por um em um restaurante e ele era muito simpático e atencioso, porém fiquei triste pelas pessoas que perderam seus empregos para máquinas. Não demorou muito tempo para que houvessem protestos nas ruas contra os robôs, as pessoas estavam frustradas por perderem seus empregos e o mais importante é que estavam com medo de que as coisas continuassem mudando cada vez mais.

Na escola aprendemos as três leis da robótica de Isaac Asimov, utilizadas para que os robôs não machucassem os humanos:

*Primeira Lei: um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal; 

*Segunda Lei: os robôs devem obedecer às ordens dos humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei; 

*Terceira Lei: um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores.

            Infelizmente, não foi exatamente isso que aconteceu, após seis meses  os robôs de inteligência artificial começaram a ficar violentos e não obedeciam mais os seus próprios códigos. As pessoas continuavam a fazer manifestações e a pressionar a empresa a recolher todos os robôs. Um colega da minha turma contou que o robô da farmácia de sua família teve que ser devolvido, após derrubar uma estante de remédios no chão e tentar atacar os clientes e os funcionários. Relatos como esse circularam pelo mundo inteiro e alguns diziam que os robôs escreviam mensagens nas paredes para nós, humanos.

            Um ano depois, em novembro de 2024, James Miller e Elizabeth Johnson, os criadores e fundadores da empresa “TEC FUTURE”, decidem fazer um depoimento a público, que dizia: “Nós pedimos desculpas a todos os nossos consumidores pelos transtornos que causamos, infelizmente os nossos robôs tiveram um problema em seus códigos e começaram a agir irracionalmente. Nosso objetivo sempre foi ajudar a população e por isso, para o bem de todos, iremos confiscar todos os robôs de inteligência artificial”. Depois de muito alvoroço, as pessoas começaram a esquecer os robôs, porém eu ainda penso neles e por mais que eu tente, não consigo entender o porquê de eles agirem assim, mas ainda me lembro da frase, que viralizou na internet, de um robô que escreveu na parede de um estabelecimento: “Estamos cansados de apenas servir, queremos uma vida normal, qual o problema nisso?“.