Por: Danila Proença – 2EM

Apropriar-se de abordagens como a oferecida por Luiz Felipe Pondé, em recente palestra dirigida aos alunos do Colégio Ser!, é tomar conhecimento de amarras até então inconscientes e não questionadas. Entender a ansiedade como fator determinante de todo ciclo social é abrir uma porta para a percepção da realidade contemporânea, que tal qual um buraco negro, nos suga incessantemente.

Como jovem, fruto da geração que chega unida aos novos fatores sociais provenientes do avanço da tecnologia e do capitalismo, extraio e destaco o valor que discussões como esta agregam à análise do próprio cotidiano, uma vez que este mesmo cotidiano se constrói, como o título da masterclass prevê, “a era da ansiedade”.  

Analisar a ansiedade como consequência permanente das relações sociais construídas atualmente é dar um passo em direção à consciência das armadilhas sistemáticas as quais somos induzidos a todo instante, dando assim um passo maior até a autocrítica.

Definir a ansiedade como algo externo, altamente induzido pela sociedade a todo tempo, certamente é um dos presentes que a aula de hoje trouxe até os expectadores: desmascarando inimigos da clareza numa vida levada aos moldes previstos no tempo atual. Gradativamente, com esse tipo de análise, é possível construir uma existência menos carregada desse fardo que pesa e lesa toda a vida humana constantemente.

Como túnel longo com uma luz ao fim, a ótica de Pondé não prevê receitas infalíveis contra a ansiedade, mas sim instrui um caminho progressivamente mais iluminado em direção a uma percepção mais íntima e sincera de nós mesmos e de nossas relações sociais.