Por: Maria Fernanda Debiazzi – 8o.ano

Acordei em uma manhã com minha mãe me chamando, o que era comum, porém dessa vez sua voz estava aflita. Então durante o café da manhã ela contou a mim e ao meu irmão mais novo que tinha 10 anos, que ela havia perdido o seu emprego como treinadora de tênis de mesa.

Algumas semanas se passaram e ela não conseguiu um emprego novo, porém, quando estávamos sentadas na frente de casa conversando, meu irmãozinho Bernardo apareceu falando com o meu avô pelo telefone e falou que ele ia abrir uma escola de tênis de mesa e que ele queria minha mãe como treinadora. Já que a minha família é de jogadores de tênis de mesa, quer dizer, meu avô era campeão mundial e minha mãe quase foi, mas ela nunca contou a história, do porquê ela desistiu de ir para competição uma semana antes da final, e eu era muito boa e poderia competir, porém minha mãe não me deixava participar de grades competições, na verdade apenas as pequenas e escolares, além de não me deixar fazer movimentos mais difíceis, o que eu odiava.

Maria Fernanda Debiazzi

Mesmo que minha mãe não se desse muito bem com o meu avô, ela aceitou. Um mês depois finalmente chegou o dia de nos mudarmos para o país de vovô e começar em minha nova escola. Ao chegar lá eu amei minha nova casa e finalmente poderia ir para a minha nova escola.

Chegando à escola, descobri que eles tinham uma equipe de tênis de mesa que iria competir por uma vaga na maior competição de tênis de mesa do meu país, que dava classificatória para o jogos pan-americanos de tênis de mesa, falei que não sabia jogar, pois não queria jogar escondido de minha mãe, porque ela iria descobrir e não iria dar certo. Algumas semanas se passaram eu havia feito uma nova amiga e convidei ela para me encontrar na escola de meu avô e assim ela descobriu que eu jogava tênis de mesa e jogava muito bem.

Chegando no outro dia à escola, ela havia contado para a professora, que insistiu para que eu fizesse um teste que fosse na aula e mostrasse o que eu sabia, para ela ver se poderia me colocar no time. Fui, mas com a certeza que eu iria fingir jogar muito mal e foi exatamente o que fiz. Até Carolina, a capitã do time, uma menina muito chata e que irritava a todos, começou a fazer piada de mim, me irritei e fui lá e falei para a professora que eu acho que não tinha me alongado direito e agora eu tinha, dei o meu melhor, o que espantou todos.

Entrei no time e tudo estava indo bem até que Carolina decide gravar um vídeo meu jogando e eu estava fazendo literalmente tudo o que minha mãe não me deixava fazer e me ameaçou disse que se eu não saísse do time ela iria mostrar para minha mãe, fiz exatamente o que ela pediu e saí do time, mas agora ela fazia pouco caso de mim, então decidi pedir para a minha mãe me deixar faltar na aula, falando que estava doente, então minha mãe deixou e saiu para trabalhar na escola que era do lado da minha casa. Meu avô entrou no meu quarto e falou que sabia da verdade, então ele me disse que iria me treinar para essa competição e que ele havia me escrito individualmente,  por mais incrível que pareça fui classificada e a equipe da escola também.

Porém, é claro, Carolina não poderia deixar barato, ela ligou para minha mãe e contou tudo, o pior que ela ficou muito chateada e me proibiu de participar da competição, porém meu avô insistiu pediu, eles conversaram e brigaram. Mas no fim ela acabou deixando com a condição que ela me treinasse. Depois de um mês chegou o dia da competição.

A competição envolvia oito desafios que somavam pontos e que eram: saques, cortes, efeitos, técnicas, recepção, atividades básicas, preparamentos físico e por fim os jogos (que valiam mais pontos). Porém eu havia feito uma aposta com Carolina se eu ganhasse eu seria a capitã da equipe e ela não me irritaria mais, se ela ganhasse ela continuaria a capitã da equipe e eu não poderia participar da equipe e competir contra ela.

A competição começou.  Eu ouvia os juízes dizendo quem havia ganhado mais pontos entre eu ela, ela em primeiro e eu em segundo lugar. Falavam:

– Carolina ganhou mais pontos em saques, recepção e atividades básicas. Alice (que era eu) ganhou mais pontos em cortes, efeitos e técnicas. As duas empataram em preparamento físico, o jogo irá decidir tudo!!! Porem Carolina tem uma vantagem.

Nós duas estávamos dando o nosso máximo, porém ouve um descuido, não sei o que aconteceu meu pulso começou a doer muito, latejava de dor, eu queria gritar, mas não podia deixá-la ganhar. Como meu avô e minha mãe me fizeram treinar com as duas mãos eu troquei a raquete de mão, mas faltava o ponto decisivo e eu sabia exatamente o que eu tinha que fazer para ganhar, mas eu precisaria da minha mão machucada, eu ganharia devolvendo a bolinha de um jeito que ela não esperava, eu faria o passe que meu avô havia inventado o que garantiu a vitória dele mundialmente, porém eu havia feito poucas vezes e só sabia fazer com a mão que estava machucada.

Era o que eu tinha que fazer e eu fiz, porém no momento que marquei o ponto, minha mão doeu tanto que não sei explicar o tamanho da dor, derrubei a raquete no chão e todos correram até mim, viram o estado do meu pulso e chamaram a emergência, estava comemorando com as minhas medalhas mesmo com dor, porém parei de comemorar quando ouvi a médica dizer:

– Não sei se ela vai conseguir voltar a jogar.